Guilhotinas Guarani
 
 

Nossa História

Em 1946 o Sr. José De Zorzi, natural de Santa Cruz das Palmeiras no interior de São Paulo, trabalhando como torneiro mecânico na Metalúrgica Jomar conheceu o Sr. Evaldo Dafferner ao qual se associou e formaram a empresa Dafferner & De Zorzi Ltda.

A nova empresa situada na Praça dos Esportes, 136 — Ponte Pequena — iniciou suas atividades produzindo equipamentos gráficos e associou o nome fantasia Catu aos seus produtos.

Em 1948, devido a incompatibilidade administrativa, o Sr. José De Zorzi desligou-se da Catu e, associando-se ao irmão Sr. Arnaldo De Zorzi fundaram a empresa Irmãos De Zorzi Ltda. Sediada na Rua Carlos de Campos, 598 — Pari — e, para não fugir ao apelo indígena típico da época, determinaram que o nome fantasia da empresa seria GUARANI.

Os irmãos, que já trabalhavam juntos na Catu, deram continuidade àquilo que melhor sabiam fazer — construir máquinas gráficas semelhantes àquelas produzidas pela Catu.

Dispondo de pouco espaço, cerca de 250m2, de meios extremamente limitados tanto do ponto de vista técnico quanto financeiro, a GUARANI teve um começo difícil pois, além dos fatores mencionados, a concorrência que a Catu impunha era devastadora.
Durante a primeira década de sua existência a GUARANI fabricou impressoras do tipo Minerva e Platina, máquinas de Corte Vinco, Guilhotinas manuais e semi-automáticas, além de outros produtos e acessórios destinados ao meio gráfico.

No início da década de 60 foi idealizado o primeiro projeto de guilhotina automática. Surgindo inicialmente um protótipo com 1,00m de capacidade de corte e logo em seguida o modelo definitivo a guilhotina A-120 apelidada pelo mercado de "Um metro e vinte de molas".

Devido ao sucesso deste projeto a GUARANI iniciou uma nova era em sua história, inicialmente adquiriu o prédio onde era sua sede e o ampliou para cerca de 750m2, equipou-se com novas máquinas operatrizes aumentando desta forma não só sua capacidade produtiva como também melhorando e muito a qualidade de seus produtos.
Em seguida adquiriu um terreno com 2000m2 na Vila Guilherme, bairro situado na Zona Norte de São Paulo e iniciou a construção da nova sede.

Em 1964 foi inaugurada a nova sede na Rua José Bernardo Pinto, 36 onde encontra-se até os dias atuais. A nova fábrica dispunha de um lay out muito mais adequado às atividades da empresa proporcionando uma produtividade muito superior.

Ao iniciar a década de 70 a GUARANI decidiu se especializar na fabricação de guilhotinas e devido a forte pressão que recebia com a importação das guilhotinas automáticas, iniciou um projeto ousado, a fabricação de guilhotinas automáticas com programação eletrônica.

O projeto "HE 82" foi precedido pelo projeto "H 82", que era uma guilhotina automática, com esquadro motorizado e pressão hidráulica.

Nesta época o Brasil engatinhava na tecnologia hidráulica existindo apenas a empresa Rex Routh que fornecia componentes hidráulicos, tais como bombas e válvulas.

Através da engenhosidade e da criatividade dos irmãos Antônio e Sérgio De Zorzi , a GUARANI conseguiu produzir este primeiro modelo com sistema hidráulico, como pioneiro no ramo gráfico brasileiro.

A guilhotina com programação eletrônica demandou mais tempo e exigiu um apoio externo. Nesta ocasião não existia no Brasil tecnologia eletrônica disponível para que pudéssemos adquirir.

 

As universidades iniciavam a elaboração dos cursos de engenharia eletrônica e, portanto não existia mão de obra qualificada no mercado.

Iniciou-se então um trabalho de prospecção no mercado nacional no intuito de selecionar quem poderia assumir este projeto. Desta maneira conhecemos o Eng.º Penteado que havia feito diversos cursos no exterior e portanto estava habilitado a desenvolver conosco este projeto.

Após alguns meses de muito trabalho surgiu a primeira máquina no Brasil dotada de programação eletrônica e foto células de segurança, um verdadeiro orgulho para GUARANI que iniciava neste instante a Segunda etapa em sua história. Através da produção seriada dos modelos H e HE logo houve a necessidade de ampliar a sede que passou a ter 3400m2 e também a abertura de uma filial em Guarulhos com 2000m2 de área construída.

Neste período os filhos dos irmãos José e Arnaldo já iniciavam suas atividades profissionais na empresa. José De Zorzi Filho estabeleceria uma nova dimensão nas relações comerciais da empresa enquanto que Arnaldo De Zorzi Júnior, formado em engenharia mecânica, introduziria novos conceitos tanto na área de produção como na área de qualidade através da normalização dos projetos e criação do PCP, hoje responsável por todo o planejamento estratégico da empresa.

Em 1978 foi realizado o projeto "HSS/HSE" as guilhotinas de 1.20m que por sua robustez e eficiência tornaram-se rapidamente sucesso de vendas. No modelo HSE foi introduzido novo conceito de programação eletrônica, o da troca de pistas automática fazendo com que a máquina tivesse uma produtividade superior ao do modelo HE.
Ainda na década de 70 foram lançados no mercado os modelos HC e SAE da linha 82, que se destinavam às gráficas pequenas sendo máquinas de custo relativamente mais baixo.

Neste período a empresa atingiu sua maior produção na história, com cerca de 220 funcionários chegou a produzir 250 máquinas/ano. No início dos anos 80 a filial de Guarulhos foi mudada para o Parque Novo Mundo as margens da Via Dutra diminuindo desta forma a distância para a sede. Nesta época foram adquiridos equipamentos modernos como os centros de usinagem Wotan e tornos CNC da Romi.

Com a sucessão das crises econômicas que o Brasil passou a ter após a crise do petróleo foram feitas diversas alterações tanto nos projetos quanto nas linhas de fabricação. Primeiramente foi unificada a linha de produção passando toda a montagem a ser feita na filial do Parque Novo Mundo e a usinagem na sede. A assistência técnica foi transferida para a Vila Maria e o PCP para a sede.
Estas alterações tiveram como objetivo preparar a fábrica para uma unificação, gerando espaços e diminuindo custos indiretos.

A substituição de vários equipamentos convencionais por centros de usinagem e a implantação de famílias de peças comuns a todos os produtos trouxe a fábrica aos dias de hoje.

Em março de 1987 ocorreu o falecimento do Sr. José De Zorzi, sócio fundador da GUARANI. Embora tenha sido uma grande perda, o legado deixado pelo Sr. José norteou o caminho da empresa fortalecendo a família através de uma maior união a atingir seus objetivos.

Logo após este triste acontecimento a GUARANI que já vinha preparando seu projeto de guilhotina comandada por microcomputador lançou o modelo SMC (sistema micro computadorizado) nas três linhas de máquinas: linha 820, linha 1200 e linha 1550.

Na década de 90 foram realizadas profundas alterações nos projetos, principalmente na linha 820 e 1200 visando a introdução de modernos componentes, tais como os acionamentos do esquadro transportador de papel dotados de variador de freqüência infinitamente regulável, transmissão por polia dentada, guia linear, transdutor rotativo, terminal de vídeo TFT, etc., novos conceitos técnicos como o sistema troca facas rápido, acoplamento hidráulico, maior robustez e equilíbrio dimensional além de uma grande evolução nos CNC´S o qual já nos encontramos na 6ª geração.

 
                 
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